A iniciação aquática dos bebés desperta no papá e na mamã expectativas singulares. E também muitas dúvidas. A verdade é que para que seja cómoda, segura e agradável, a actividade na água requer várias condições especiais.
Não o incomodará
A temperatura da água?
Toda a preocupação é pouca quando se trata de proteger a saúde. A piscina deve ser, sobretudo, um espaço de saúde, e logo um lugar de diversão, descanso e “relax”. E a temperatura é um factor muito importante para o conseguir. A primeira diferença entre o pequenito que sabe nadar e aquele que está a aprender, é que ao bebé nadador não lhe afectam demasiado as variações, e assim o demonstra nadando tranquilamente em mares de águas frias. Pelo contrário, o que está a aprender necessita do máximo estado de bem-estar para poder brincar alegremente enquanto ainda não se sabe movimentar por si mesmo na água. A água fria inibe o desejo de brincar e cria tensão, além de mal-estar. A água temperada, a uma temperatura ideal de 32 graus, permite ao bebé soltar todas as suas habilidades e permanecer – às vezes vários minutos – entretido num jogo tranquilo, sem sofrer de arrefecimento.
Se quando lhe dou banho chora até ao cansaço, nem quero pensar como vai chorar numa piscina com tanta água...
As vivências boas e más, assim como a falta de oportunidade para viver experiências de sucesso, deixam uma marca importante. Quando algo falha – por exemplo, se o banho que deveria proporcionar prazer, provoca choro – torna-se necessária a ajuda de um profissional. Com a natação, costuma bastar um par de aulas para conseguir uma positiva conciliação com a água, e para que os pais descubram o que devem modificar para que o bem-estar se converta em uma rotina.
E se engole água?
Dado que se trata de um mecanismo inato, se não se domina o controlo respiratório ar-água – que os bebés nadadores aprendem em poucas aulas –, existe a possibilidade de inspirar e engolir água e se afogar. Por isso, o ensino do controlo respiratório e as mudanças que o bebé deve produzir inspirando o ar para retê-lo ou soltá-lo debaixo de água realiza-se suavemente, através de manobras seguras do pessoal docente especializado. Cerca de mês e meio, depois de ter começado as aulas, o bebé já é capaz de controlar perfeitamente a respiração. Nesse momento, a mamã e o papá, juntamente com o pequenito, podem organizar livremente e sem nenhum risco, brincadeiras que incluam imersões.
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